Avaliação de Riscos e Oportunidades Climáticas

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FAQs

O que são riscos climáticos físicos e riscos de transição?

Os riscos climáticos físicos decorrem dos impactos físicos das alterações climáticas, dividem-se em riscos agudos (eventos extremos como cheias, secas, ondas de calor, furacões) e riscos crónicos (mudanças graduais como subida do nível do mar, aumento de temperatura média, alteração de regimes de precipitação).
Os riscos de transição resultam das mudanças necessárias para descarbonizar a economia, incluem riscos regulatórios (como o Carbon Border Adjustment Mechanism ou preços de carbono), tecnológicos (substituição de tecnologias fósseis), de mercado (mudança de preferências de consumidores) e reputacionais.

O que é o TCFD e é obrigatório em Portugal?

O TCFD (Task Force on Climate-related Financial Disclosures) é um referencial de divulgação de informação financeira relacionada com o clima, criado pelo Financial Stability Board. Define recomendações para a divulgação de riscos e oportunidades climáticos em quatro pilares: governança, estratégia, gestão de risco e métricas e metas. Em Portugal, o TCFD não é diretamente obrigatório por lei, mas as suas recomendações estão incorporadas nas normas ESRS E1, tornando-o o referencial de facto para as empresas abrangidas pela CSRD. Investidores e bancos utilizam-no crescentemente como referência de análise de risco climático.

O que é uma análise de cenários climáticos e porque é importante?

Uma análise de cenários climáticos avalia como diferentes trajetórias de aquecimento global e de transição energética podem afetar o modelo de negócio de uma organização. Os cenários mais utilizados são os do IPCC (ex.: SSP1-1.9, SSP2-4.5, SSP5-8.5) e os da IEA (Net Zero Emissions by 2050, Stated Policies). A análise é importante porque permite identificar vulnerabilidades e oportunidades em diferentes futuros possíveis, orientando a estratégia, os investimentos e a comunicação com investidores. O ESRS E1 exige que as empresas considerem pelo menos dois cenários climáticos, incluindo um alinhado com o objetivo de 1,5°C.

Como integrar o risco climático na gestão de risco empresarial?

A integração do risco climático na gestão de risco empresarial começa pela identificação e avaliação dos riscos físicos e de transição relevantes para o setor e geografia da empresa, seguida da sua incorporação na matriz de risco corporativa com probabilidade e impacto financeiro estimados. O passo seguinte é a definição de medidas de mitigação e adaptação, a integração nos processos de planeamento estratégico e financeiro (incluindo stress tests e cenários), e a divulgação nos relatórios de sustentabilidade e financeiros. A Stravillia apoia todo este processo em alinhamento com o TCFD e os requisitos ESRS E1.

O que é o Carbon Border Adjustment Mechanism (CBAM) e como me afeta?

O Carbon Border Adjustment Mechanism (CBAM) é um mecanismo europeu que impõe um preço de carbono às importações de determinados produtos intensivos em carbono provenientes de países fora da UE com menor ambição climática, atualmente aplicável a cimento, fertilizantes, alumínio, aço, eletricidade e hidrogénio. Empresas que importem estes produtos ou que os incluam nas suas cadeias de valor precisam de reportar as emissões incorporadas e, a partir de 2026, de adquirir certificados CBAM. A Stravillia apoia empresas na avaliação da exposição ao CBAM e na preparação para os requisitos de reporte e conformidade.

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