Envolvimento e Mapeamento de Stakeholders

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FAQs

Quem são os stakeholders de uma empresa no contexto ESG?

No contexto ESG, os stakeholders de uma empresa incluem todas as partes afetadas pela sua atividade ou que têm interesse no seu desempenho de sustentabilidade. Dividem-se tipicamente em stakeholders afetados (trabalhadores próprios, trabalhadores da cadeia de valor, comunidades locais, consumidores, grupos vulneráveis) e utilizadores da informação de sustentabilidade (investidores, credores, analistas, reguladores, ONG, media). O ESRS distingue estas duas categorias e exige que ambas sejam consideradas no processo de dupla materialidade, com ênfase particular nos stakeholders afetados.

Como fazer um mapeamento de stakeholders para fins ESG?

O mapeamento de stakeholders para fins ESG começa pela identificação de todos os grupos com interesse ou impacto relevante, seguida da sua caracterização em termos de tipo de relação, nível de influência, grau de impacto sofrido e capacidade de representação. O passo seguinte é a priorização: nem todos os stakeholders têm a mesma relevância para todos os temas ESG. O mapeamento deve ser documentado e atualizado regularmente, e deve orientar a seleção dos stakeholders a envolver no processo de dupla materialidade. A Stravillia utiliza matrizes de priorização e ferramentas visuais que facilitam a comunicação interna dos resultados.

Que métodos existem para envolver stakeholders no processo de dupla materialidade?

Os métodos de envolvimento de stakeholders incluem: questionários online (para alcançar um grande número de stakeholders de forma eficiente), entrevistas individuais (para aprofundar perspetivas de stakeholders-chave com alta influência ou impacto), focus groups e workshops (para explorar temas complexos com grupos específicos), análise de feedback existente (reclamações, avaliações, media, redes sociais) e referências a posições de associações representativas. A escolha do método deve ser proporcional à importância do stakeholder, ao tema em análise e aos recursos disponíveis. O ESRS não prescreve um método específico, mas exige que o processo seja documentado e que as perspetivas dos stakeholders sejam genuinamente consideradas.

É obrigatório publicar os resultados do envolvimento de stakeholders?

Não é obrigatório publicar os dados brutos do envolvimento de stakeholders, mas o ESRS exige que as empresas divulguem no relatório de sustentabilidade como identificaram e envolveram os seus stakeholders, quais os stakeholders considerados mais relevantes, e como as suas perspetivas foram integradas no processo de dupla materialidade e na estratégia ESG. A transparência sobre o processo é um requisito de credibilidade crescentemente valorizado por investidores e auditores.

Com que frequência devo envolver os stakeholders?

O envolvimento de stakeholders deve ser um processo contínuo, não apenas um exercício pontual realizado para efeitos de dupla materialidade. As melhores práticas incluem: um processo formal de envolvimento integrado no ciclo anual de reporte (para alimentar a revisão da dupla materialidade), mecanismos permanentes de escuta e feedback (como canais de reclamação, inquéritos de satisfação a colaboradores e clientes, e monitorização de media e redes sociais), e um diálogo aprofundado com stakeholders-chave em momentos de decisão estratégica relevante. A Stravillia apoia a estruturação de um modelo de envolvimento proporcional e sustentável ao longo do tempo.

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