Avaliação de Impacto Social

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FAQs

O que é uma teoria da mudança e porque é importante para avaliar impacto social?

Uma teoria da mudança é um modelo lógico que descreve como e porque uma intervenção (programa, projeto, política) conduz às mudanças pretendidas, mapeando a cadeia de causalidade desde os inputs (recursos investidos) e atividades, passando pelos outputs (produtos imediatos), outcomes (mudanças de comportamento e condição) e impactos (mudanças de longo prazo). É o ponto de partida de qualquer avaliação de impacto rigorosa porque clarifica o que se pretende medir, quais os mecanismos causais assumidos e quais os pressupostos que precisam de ser verificados. Sem uma teoria da mudança explícita, a avaliação de impacto corre o risco de medir o que é fácil, não o que é relevante.

Qual a diferença entre outputs, outcomes e impactos na avaliação de impacto social?

Outputs são os resultados imediatos e quantificáveis de uma intervenção, como o número de formandos, o número de refeições servidas ou o número de empregos criados. Outcomes são as mudanças de comportamento, capacidade ou condição que resultam dos outputs, como o aumento de competências dos formandos, a melhoria do estado nutricional ou a melhoria das condições de vida das famílias. Impactos são as mudanças de longo prazo, sistémicas e mais difíceis de atribuir, como a redução da pobreza num território ou o aumento da coesão social. A avaliação de impacto social rigorosa distingue claramente estes três níveis e foca-se na medição dos outcomes e impactos, não apenas dos outputs.

Como atribuir o impacto social a uma organização específica?

A atribuição do impacto é um dos desafios mais complexos da avaliação de impacto social. As metodologias mais robustas incluem: a análise contrafactual (o que teria acontecido sem a intervenção), estimada através de grupos de controlo, análise comparativa ou consulta a especialistas; a análise de deadweight (o que já teria acontecido de qualquer forma); e a análise de deslocamento (se o impacto positivo num local implica impacto negativo noutro). No SROI, estes fatores de ajustamento são explicitamente calculados e documentados, garantindo que o impacto reportado é genuinamente atribuível à intervenção da organização.

Com que frequência devo fazer uma avaliação de impacto social?

A frequência ideal depende do contexto: programas de curta duração devem ser avaliados no final (avaliação sumativa); programas contínuos beneficiam de avaliações intermédias (avaliação formativa) que permitem ajustes ao longo do tempo, complementadas por uma avaliação mais completa a cada dois a três anos. Para fundos de investimento de impacto, o reporte anual de métricas de impacto é uma expectativa crescente dos investidores institucionais. A Stravillia recomenda a integração de sistemas de monitorização contínua que alimentem avaliações periódicas, em vez de avaliações pontuais sem continuidade.

O que é a análise de contribuição e quando se usa?

A análise de contribuição é uma metodologia de avaliação de impacto adequada a contextos complexos onde não é possível estabelecer uma relação causal direta entre a intervenção e o impacto, como acontece frequentemente no desenvolvimento comunitário, na mudança de sistemas ou na transformação de políticas públicas. Em vez de provar causalidade, a análise de contribuição constrói uma argumentação lógica e baseada em evidências de que a intervenção contribuiu para a mudança observada, identificando o mecanismo de contribuição, os fatores alternativos que podem ter contribuído, e as evidências que suportam (ou refutam) cada argumento. É uma alternativa rigorosa ao SROI quando a monetização do impacto não é possível ou apropriada.

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