Omnibus CSRD e ESRS: o que muda para as empresas

Omnibus, CSRD e ESRS em 2026: análise das mudanças regulatórias e implicações para o reporting

A Diretiva Omnibus (UE) 2026/470 introduziu alterações significativas ao panorama do reporte de sustentabilidade na Europa. Ao contrário do que algumas interpretações iniciais sugeriram, a Omnibus não elimina a CSRD nem os ESRS redefine o seu âmbito de aplicação, ajusta o calendário e clarifica as expectativas para as empresas nos próximos anos.

Veja o artigo detalhado escrito pela nossa Head of Knowledge, Graciete Silva.

As principais alterações introduzidas pela Omnibus

A alteração mais significativa diz respeito ao âmbito de aplicação: a partir dos exercícios iniciados em ou após 1 de janeiro de 2027, o reporte obrigatório aplica-se apenas a empresas com mais de 450 milhões de euros de volume de negócios anual. As empresas de menor dimensão inicialmente previstas saem do âmbito obrigatório mas não saem da pressão de mercado para comunicar o seu desempenho ESG.

O que não muda: a pressão de mercado

Independentemente da obrigatoriedade regulatória, a pressão de mercado sobre o desempenho ESG das empresas não diminui. Investidores, bancos, grandes clientes e a regulamentação setorial continuam a exigir dados e evidências ESG. As empresas que investirem na sua maturidade ESG, independentemente da obrigação legal, terão vantagem competitiva no acesso a capital, nas relações comerciais e na atratividade de talento.

O standard voluntário VSME para PMEs

A Omnibus prevê a publicação, até julho de 2026, do standard voluntário VSME (Voluntary SME Standard), baseado na Recomendação (UE) 2025/1710. Este standard fornecerá às PMEs um referencial simplificado e proporcionado para comunicar o seu desempenho ESG — respondendo às exigências das cadeias de valor e do sistema financeiro sem a complexidade dos ESRS completos.

Implicações práticas para empresas e PMEs

Para as empresas que continuam abrangidas pela CSRD: manter o calendário de implementação, investir na qualidade dos dados e na governança ESG, e preparar-se para a verificação externa que continua a ser obrigatória. Para as PMEs: usar o VSME como referencial voluntário, responder às exigências da cadeia de valor com dados estruturados, e encarar a Omnibus não como uma dispensa de responsabilidade, mas como uma oportunidade de avançar ao ritmo certo.

→ A Stravillia apoia empresas a navegar a regulamentação CSRD/ESRS e as alterações da Omnibus.